10 de setembro de 2008.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) está em busca de uma maneira de reduzir o tabagismo das pessoas idosas, que geralmente são refratárias às campanhas usuais. O problema ” que embora o Brasil tenha sido o País que mais reduziu o número de fumantes nos últimos 10 anos, pois caiu em 32% o hábito de fumar, essa redução se concentra nas camadas mais jovens da população e proporcionalmente poucos idosos abandonam o fumo.
Para o professor Aristóteles Alencar, da Universidade do Amazonas, os estudos feitos pela SBC mostram que o idoso considera uma intromissão indevida a atitude do m”dico que recomenda que pare de fumar. Já para Rui Fernando Ramos, que preside o Funcor, o problema ” mais grave quando o idoso fumante está doente: “ele diz que não para de fumar, porque já está com problemas cardíacos ou efisema e acha que parar não adiantaria”, enquanto o idoso sadio não abandona o hábito, porque como não ficou doente, acha que o fumo não faz mal.
Em todos os casos de hábito de fumo em idade avançada os prejuízos são muitos, insiste a Sociedade, que fala em nome de 12 mil cardiologistas. “O avô que fuma na presença do neto não só dá mau exemplo, como torna a criança um fumante passivo” insiste o professor Aristóteles, enquanto o fumante doente se sujeita a perder qualidade de vida nos últimos anos de sua vida, pois mesmo se não tiver um câncer do pulmão, por exemplo, pode correr o risco de precisar do uso de um balão de oxigênio para respirar adequadamente.
A SBC reconhece, por”m, que ainda não encontrou a solução ideal para levar a mensagem do risco e dos malefícios do fumo à terceira idade, e esse ” um desafio que temos que enfrentar, conclui Aristóteles Alencar.
Autor: Luiz Roberto de Souza Queiroz
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